Manutenção de Motores Elétricos

Atualizado: 9 de mar.


Os motores elétricos fazem parte do nosso dia a dia, mas muitas vezes passam despercebidos quando usamos um elevador, escada rolante, tomamos um trem ou quando abrimos o portão automático de nossa garagem. Mas basta uma falha para que lembremos imediatamente da faltam que fazem.


O serviço de manutenção dessas máquinas deve ser o mais rápido possível, por isso, existem inúmeros tipos de reparos e manutenções que podem ser requeridos, porém em casos mais graves a solução ocorre somente após o rebobinamento do estator. Neste processo, os fios que formam as bobinas precisam ser arrancados, incluindo o seu sistema isolante, deste modo, o motor deve ser limpo e uma nova bobina é instalada e isolada seguindo os parâmetros do projeto original de fábrica.


Os motores elétricos são projetados e construídos para suportar condições bastante adversas, por isso, o sistema isolante precisa ser muito robusto, sendo composto por esmaltes para os condutores, fitas, espaçadores e outros isolantes sólidos que após montados no estator passam por um banho em resina ou verniz termofixo de alta resistência mecânica, térmica e dielétrica.


Para iniciar esta tarefa, a retirada deste material é bem trabalhosa, muitas oficinas de reparo utilizam serras para retirar as cabeças das bobinas, parte exposta no estator, e ainda assim, é necessário o uso de um lança chamas (Foto 1) para queimar o material orgânico e facilitar a retirada dos fios. A questão é que diversos problemas do ponto de vista de segurança e qualidade técnica podem surgir, como manter material inflamável na oficina (muitas empresas usam gás GLP), uso de chama aberta que pode causar queimaduras nos operadores, assim como o risco de incêndio.


Do ponto de vista técnico, com este tipo de lança chamas é muito difícil controlar a temperatura e o laminado pode ser afetado. Também é necessário o uso de ferramentas como talhadeiras para retirar parte do resíduo.


Foto 1

Uma alternativa a este processo manual e perigoso é a pirólise, na qual o motor é exposto a alta temperatura capaz de amolecer o isolante e permitir fácil retirada da bobina, inclusive com as mãos.


A grande questão é que quando expostos a altas temperaturas os isolantes se tornam inflamáveis, além disso, há grande geração de fumaça e forte odor tóxico. Para isso, os fornos de pirólise devem contar com atmosfera inerte, Nitrogênico N2 por exemplo, e ter um sistema de condensação dos gases gerados.

Desta forma, diversos motores podem ser tratados ao mesmo tempo (Foto 2), além do controle de temperatura sem riscos laborais e impactos ambientais mitigados.


Foto 2

Assim os efeitos da parada do motor podem ser minimizados, seja pela manutenção mais rápida, ou pela maior garantia técnica já que não há risco de danos aos laminados. Motor bom a gente esquece que está trabalhando por nós.





Autor: Eduardo da Silva – Gerente de Vendas da AMS-Nippon Nika e Eurolatina

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